9 alimentos que não deve colocar nos equipamentos de refrigeração

Descubra 9 alimentos que não deve colocar no frigorífico e saiba como conservá-los corretamente, evitando perda de qualidade e desperdício.

Colocar um alimento no frigorífico é quase um reflexo. Mas há produtos que preferem ficar longe do frio, e alguns podem surpreendê-lo.

Há hábitos que fazemos sem pensar. Chegamos das compras, abrimos o frigorífico e começamos a arrumar tudo: carne para um lado, legumes para o outro, bebidas nas prateleiras e, se houver espaço, quase tudo o que queremos conservar por mais tempo.

A lógica parece simples: mais frio, maior conservação.

Só que não funciona bem assim.

A refrigeração é indispensável para muitos alimentos. Ajuda a preservar produtos perecíveis e a controlar o crescimento de microrganismos. Mas há alimentos que não reagem bem às baixas temperaturas. Em alguns casos, o frio altera a textura; noutros, prejudica o sabor, o aroma ou até o processo natural de maturação.

E há uma questão ainda mais interessante: o mesmo alimento pode ter necessidades completamente diferentes depois de ser cortado, cozinhado ou preparado.

Para quem trabalha num restaurante, hotel, supermercado, café ou outro negócio do setor alimentar, conhecer estas diferenças pode significar melhor conservação, menos desperdício e uma utilização mais eficiente dos equipamentos de refrigeração.

Mas afinal, que alimentos devem ficar longe do frio?

 

 

 

1. Tomates

O tomate é provavelmente um dos alimentos que mais facilmente vai parar ao frigorífico. Parece lógico. É fresco, é delicado e queremos conservá-lo durante mais tempo.
O problema é que o frio pode jogar contra a qualidade do tomate. Quando um tomate inteiro é colocado no frigorífico, as baixas temperaturas podem afetar a sua textura e interferir com o desenvolvimento do sabor.

Em vez daquele tomate aromático e suculento que esperávamos, podemos acabar com um produto mais firme, menos saboroso e com uma experiência completamente diferente.

Então, nunca se deve refrigerar o tomate?

Não. Tudo depende do estado em que se encontra.

O tomate inteiro pode ser mantido fora do frigorífico, num local fresco e adequado, para preservar melhor o seu sabor e textura. Já depois de cortado ou preparado, deve ser colocado no frigorífico para se manter em boas condições de segurança e conservação.

Por isso, a regra é simples: tomate inteiro, fora do frio; tomate cortado ou preparado, no frigorífico.

2. Batatas

Em condições domésticas ou profissionais adequadas, as batatas inteiras devem ser mantidas num local fresco, seco, escuro e bem ventilado, em vez de serem simplesmente armazenadas no frigorífico.

O motivo está relacionado com a forma como o frio pode alterar a composição do alimento e, consequentemente, as suas características quando é cozinhado.

A batata já cozinhada, descascada, cortada ou incorporada numa preparação, deve ser tratada como um alimento preparado e armazenada de acordo com as regras de segurança alimentar aplicáveis.

É uma distinção particularmente importante numa cozinha profissional, onde o mesmo ingrediente pode existir simultaneamente em diferentes estados de preparação.

3. Cebolas e alhos inteiros

Cebolas e alhos inteiros não precisam de ser armazenados no frigorífico. O ideal é mantê-los num local fresco, seco, escuro e bem ventilado, onde possam conservar-se durante mais tempo sem perder qualidade.

Além de ajudar a preservar melhor estes alimentos, esta opção permite libertar espaço nos equipamentos de refrigeração para os produtos que realmente precisam de ser mantidos a baixas temperaturas.

Depois de cortados ou preparados, a situação muda: nesse caso, devem ser refrigerados e devidamente acondicionados, respeitando as condições adequadas de conservação.

4. Pão

As temperaturas de refrigeração podem acelerar determinadas alterações no amido do pão, fazendo com que este perca qualidade e fique mais rapidamente duro.

Se o objetivo é conservar pão fresco para consumo num curto período, o frigorífico não é necessariamente a melhor opção. Um local adequado, seco e protegido pode ser mais indicado.

Quando é necessário prolongar significativamente a conservação, o congelamento pode ser uma alternativa mais eficaz, desde que o produto seja devidamente acondicionado.

5. Café

O café, especialmente em grão ou moído, deve ser guardado num local fresco, seco e protegido da luz, de preferência num recipiente bem fechado. No frigorífico, pode absorver humidade e os odores de outros alimentos, o que pode alterar o seu aroma e sabor.

6. Bananas

As bananas são outro alimento que pode reagir mal a temperaturas demasiado baixas.

Quando ainda estão verdes, o frio pode interferir com o processo natural de maturação e provocar alterações na casca. Em determinadas condições, a casca pode escurecer, enquanto o interior não apresenta necessariamente o mesmo grau de maturação que teria em condições adequadas.

Por isso, manter bananas verdes num equipamento de refrigeração pode não ser a melhor estratégia.

7. Manjericão

O manjericão é outro alimento que pode não reagir bem ao frio.
As temperaturas baixas podem danificar as suas folhas, fazendo com que escureçam e percam parte da sua aparência e frescura. Por isso, quando está fresco e ainda inteiro, o manjericão pode ser melhor conservado fora do frigorífico, num local adequado e protegido.

8. Mel

O mel é um daqueles alimentos que não precisa de refrigeração para se conservar. Quando é armazenado num recipiente bem fechado, num local fresco, seco e protegido da luz, pode manter-se em boas condições durante muito tempo.

O frio pode, no entanto, fazer com que o mel cristalize mais rapidamente, tornando-o mais espesso e difícil de utilizar. Esta cristalização não significa que o mel esteja estragado, mas pode alterar a sua textura.

9. Chocolate

Com o chocolate, a história é um pouco diferente.

Guardá-lo no frigorífico pode provocar alterações na textura e no aspeto, especialmente quando o produto é retirado do frio e entra em contacto com o ar mais quente. A condensação pode formar-se à superfície e afetar a aparência do chocolate.

Além disso, as baixas temperaturas e a humidade podem contribuir para o aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície, conhecidas como bloom. Embora nem sempre signifiquem que o chocolate está estragado, podem comprometer a sua apresentação e qualidade.

Afinal, o que deve ser refrigerado?

Depois de tantos exemplos, é importante não tirar a conclusão errada.

A refrigeração continua a ser fundamental para a conservação segura de muitos alimentos, sobretudo produtos perecíveis e alimentos preparados.

A questão não é colocar menos alimentos no frio. É colocar cada alimento nas condições certas.

Carne, peixe, marisco, lacticínios e muitos alimentos preparados necessitam de temperaturas controladas. Outros produtos, como os que vimos neste artigo, podem conservar melhor as suas características fora do equipamento de refrigeração, desde que sejam mantidos nas condições adequadas.

Num ambiente profissional, esta distinção torna-se ainda mais importante.

Um equipamento de refrigeração comercial não deve ser visto apenas como um espaço onde se “mete tudo o que é comida”. A organização, a temperatura, a circulação do ar e a forma como os produtos são acondicionados fazem parte de uma boa estratégia de conservação.

NEWSLETTER
FRICON

Inscreva-se para receber todas as nossas novidades: produtos, eventos e novas aberturas em todo o mundo!